Radialista foi morto a tiros em Ipatinga e Policia investiga o caso e suspeita de execução

fotojornalista_ipatingaJornalista foi assassinado a tiros no bairro Canaã

De acordo com a Polícia Militar, Rodrigo Neto saiu de um bar, no bairro Canaã, e foi em direção ao carro dele. Quando se aproximou do veículo, dois homens armados, e em uma moto, efetuaram vários disparos. Dois tiros acertaram o radialista e três o carro em que ia entrar. Rodrigo chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Ipatinga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O jornalista Rodrigo Neto de Faria, 38 anos, morto na madrugada desta sexta-feira (8), foi enterrado no cemitério Parque Senhora da Paz em Ipatinga.

Muitos amigos e familiares estiveram presente. A esposa passou mal e precisou ser amparada. Durante o velório, a família não permitiu que a imprensa fizesse imagens e nem quiseram falar sobre o crime.

Rodrigo era casado e tinha um filho. O jornalista nasceu em Caratinga e chegou em Ipatinga em 2000. Na cidade, atuou em jornais impressos, trabalhou também como assessor de imprensa na Prefeitura. Formou em direito e no rádio consolidou a carreira como radialista.

O jornalista trabalhou durante sete anos na Rádio Vanguarda no centro da cidade, junto com Adair Alves, o ‘Carioca’, que dividia a apresentação de um programa policial. “Foram vários anos de convivência. Rodrigo era um  cara legal, se preocupava mais com os outros do que com ele mesmo”, diz.

Valéria Nascimento, diretora da rádio, diz que Rodrigo era muito querido por todos com quem trabalhava. “Ele sempre teve um bom relacionamento em todas as áreas e veículos em que passou”, afirma.

Investigações

A Polícia Civil trabalha no caso. Desde o início da manhã desta sexta-feira, dois investigadores começaram as investigações para levantar as primeiras informações. Testemunhas também vão ser ouvidas.

O delegado responsável pela investigação, Dr. Ricardo Cesari, informou que ninguém ainda foi preso. A polícia não descarta a hipótese de execução. “Todas as equipes estão em campo colhendo todas as informações para que, posteriormente, possamos dar uma resposta sobre o caso”, diz.

Segundo o delegado regional, Gilberto Simão, qualquer informação sobre o caso deve ser passado à polícia para que possa ajudar na investigação. “Todas as informações que forem úteis à polícia, todos podem denunciar pelo 181 e não é necessário se identificar”, afirma.

Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais lamentou a morte do jornalista. “O Sindicato pede às autoridades competentes da área de segurança pública rapidez no processo de investigação e, consequentemente, o julgamento dos criminosos”, diz.

Nota completa: “O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais vem a público manifestar sua indignação pelo assassinato na madrugada de sexta-feira (8), do radialista e repórter policial Rodrigo Neto, que atuava no “Plantão Policial”, na Rádio Vanguarda e Jornal Vale do Aço, em Ipatinga.

O Sindicato pede às autoridades competentes da área de segurança pública rapidez no processo de investigação e, consequentemente, o julgamento dos criminosos, o que evita assim que mais um atentado contra a liberdade de expressão em Minas Gerais fique impune.

O SJPMG também se solidariza com os familiares de Rodrigo Neto neste momento de dor.”.

Assembléia Legislativa

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, Durval Ângelo, publicou nota pública informando que já havia recebido denúncias do jornalista sobre o suposto envolvimento de policiais em crimes conhecidos na região. O deputado enviou um documento pedindo mais rigor na apuração do caso à Secretaria de Defesa Social do Estado, ao Governador, Polícia Civil e Corregedoria da Polícia Militar.

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