O Cruzeiro não jogou um futebol brilhante, mas fez por merecer ser campeão mineiro pela 37ª vez em sua história. Neste domingo, diante de sua torcida, o clube celeste dominou todas as ações do clássico contra o Atlético, chutou mais vezes ao gol e ofereceu constante perigo durante grande parte dos 90 minutos. Só que o excesso de finalizações erradas e o preciosismo em lances próximos ao gol impediram a Raposa de comemorar o título com vitória.
Por ter feito melhor campanha na primeira fase, terminando na liderança, com 29 pontos em 33 disputados, a equipe comandada por Marcelo Oliveira garantiu o troféu do centésimo Estadual com empate por 0 a 0, no Mineirão. Resultado idêntico ao do confronto de ida, na semana passada, no Horto. Quase 49 mil pagantes na Pampulha proporcionaram uma renda de R$ 2.322.088,00.
O excesso de erros do Cruzeiro no ataque quase custou o título no fim do confronto. Num lance de ataque do Atlético, aos 43, Jô recebeu passe na entrada da área e, em dividida com Dedé, foi ao chão. Desesperados, os alvinegros foram reclamar com o auxiliar Fábio Pereira a marcação de um pênalti. Contudo, apenas o impedimento estava assinalado. Imagens televisivas confirmaram que Jô, em posição legal, forçou a infração ao tentar passar pela marcação. Com o objetivo de segurar o empate, o clube estrelado se fechou todo atrás da linha da bola. O Galo insistiu nas jogadas pelo alto, mas todas acabaram cortadas pelo sistema defensivo cruzeirense. Festa estrelada no Mineirão e gritos de campeão mineiro após duas conquistas consecutivas do rival.





