Mais de 100 pessoas, entre moradores de Conselheiro Pena, Tumiritinga e Capitão Andrade se reuniram dia 11 de dezembro, no Uirapuru Clube, em Conselheiro Pena, para conhecer e esclarecer suas dúvidas sobre os projetos da Manabi. A empresa pretende extrair 25 milhões de toneladas de minério de ferro por ano em Morro do Pilar (MG) e transportar por meio de um mineroduto de 511 km, passando por 23 municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. Em Linhares será construído o Porto Norte Capixaba, onde a produção será embarcada e exportada.
O prefeito municipal de Conselheiro Pena, Roberto Balbino de Oliveira, destacou a importância da. “A realização do encontro demonstra o respeito da Manabi com o povo. É o momento em que a empresa vem até nós para dar todas as informações sobre os empreendimentos de forma clara”, disse.
Segundo ele, o município está braços abertos para receber o projeto da Manabi, uma vez que trará desenvolvimento para a região, com a geração de empregos, aquecimento da economia local e aumento da arrecadação. “E o importante é que todo o progresso acontecerá com respeito ao meio ambiente”, completou.
A reunião pública de Conselheiro Pena é a sétima realizada pela Manabi, em uma iniciativa proativa com o objetivo de fortalecer o diálogo com as comunidades e o poder público dos municípios onde o mineroduto passará. As outras aconteceram nos municípios de Naque (2), Engenheiro Caldas (3), Ferros (4), Morro do Pilar (6), Linhares (9) e Colatina (10). A oitava e última acontece em Resplendor no dia 12.
Estrutura da reunião
A primeira parte da reunião consiste na apresentação da empresa, do projeto de mineroduto e porto, do processo de licenciamento e do estudo ambiental. O moderador do encontro foi o gerente geral de Processo e Tecnologia da Manabi, Camilo Silva, que expôs os projetos socioambientais desenvolvidos até o momento.
Camilo Silva destacou que a empresa já iniciou o processo de comunicação com as comunidades, por meio da instalação de tendas em pontos estratégicos nos municípios. Nestas estruturas, mobilizadores sociais esclarecem dúvidas e fornecem informações sobre a empresa, seus projetos e possíveis oportunidades.
Foi em busca de uma oportunidade de trabalho que Elismar Ferreira (38), morador de Tumiritinga, compareceu à reunião. Ele trabalhou na construção de um mineroduto de outra empresa que atua em Minas e vislumbra uma chance de ingressar no projeto da Manabi. “Quero participar do empreendimento, prestar serviço para a empresa, por isso vim aqui para conhecer. Na minha região todos estão animados, tem muita gente com experiência em contenção e com esperança de arranjar trabalho”, comentou.
Os investimentos da Manabi somam aproximadamente USD 5 bilhões, gerando cerca de 9.000 postos de trabalho nas empresas responsáveis pela execução das obras e cerca de 1.800 empregos diretos na fase de operação. A empresa irá fomentar a economia por meio da qualificação, com o Programa de Desenvolvimento para o Mercado de Trabalho (PDMT), em parceria com os municípios.
Presente na reunião, o vereador de Tumiritinga, Joaquim Raimundo Gomes, afirmou que a expectativa no município para a vinda do empreendimento é grande. “Além de gerar empregos, haverá aumento da arrecadação por meio dos impostos, o que é bom para o crescimento do município. Os impactos ambientais também serão reduzidos”, ponderou.
Estudos de viabilidade
Tanto o projeto quanto os seus impactos sociais e ambientais foram explicados na reunião pelo oceanógrafo Alexandre Pasolini, gerente de projetos da Econservation e pelo engenheiro florestal Cristian Rodello, gerente de projetos da Ecology Brasil. As duas empresas realizaram os estudos de viabilidade do empreendimento.

Atento às explicações, o fazendeiro de Conselheiro Pena, Washington Roberto da Silva, disse que estava ansioso para se informar sobre o projeto, já que o mineroduto irá passar dentro de sua propriedade. “Estou achando muito bom a Manabi chegar na nossa cidade e na zona rural e vou concordar com a passagem na minha terra. É algo novo que vai trazer muitos benefícios a todos”.
No encontro, foi informado que a indenização paga pela Manabi aos donos das terras é baseada nas regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que leva em consideração tudo que está construído no espaço da faixa de servidão, de aproximadamente 30 metros. Depois de instalado o mineroduto, a faixa poderá ser utilizada como pastagem ou plantação de culturas de raízes não muito profundas, como feijão e milho.

José Vieira, empresário de Conselheiro Pena, classificou a reunião como positiva, pois o empreendimento alia desenvolvimento e equilíbrio ambiental. “Trazer conhecimento para a população é fundamental, principalmente quando o projeto é bom como este. Vai trazer desenvolvimento para nós que estamos acuados aqui no cantinho da região. A Manabi está de parabéns”, finalizou.
fotos: Inova Produção Audiovisual






Está muito bem feita a reportagem.
Parabéns pra quem escreveu. Nem lacônico, nem prolixo, e com muita clareza.
Muito bom mesmo.