Tiago Almeida foi morto em 2011, em Viana. Sua família iniciou uma investigação e acabou encontrando o assassino, que estava morando em Rondônia
Tiago foi morto com dois tiros, dentro do carro dele, e depois jogado em um lixão, em fevereiro de 2011.
Na época, o autônomo Romário Siqueira e o agente penitenciário Wallace Silva de Souza, 33, foram presos suspeitos do crime. Ambos eram amigos da vítima e teriam matado Tiago por inveja dele. A polícia disse que o crime foi premeditado.
Após 30 dias detido, Romário foi solto e saiu do Espírito Santo. Cinco meses depois, os parentes da vítima souberam da soltura. “Ficamos indignados. A Justiça tinha que ser feita, por isso fomos atrás”, desabafa a irmã de Tiago, a empresária Luciana Gomes, 36 anos.
A Justiça expediu um mando de prisão contra Romário novamente. A partir daí, bastava a polícia encontrá-lo para que fosse preso.
Durante dois anos, a família de Tiago fez buscas pela internet por Romário.
Na noite do último sábado, Luciana conseguiu encontrar uma prima de Romário na internet e localizou o perfil que seria do suspeito. Na página, Romário dizia morar em Florianópolis, mas todos os amigos e recados eram de Cacoal, em Rondônia. Era a dica que a família precisava para localizar o suspeito.
O cunhado de Tiago, o empresário Robson Lage, foi para a cidade de Porto Velho, Rondônia, e dirigiu por cerca de sete horas até a cidade de Cocal. Na cidade, ele procurou a empresa de publicidade de Romário e se passou por cliente. Com endereço correto, Robson foi à polícia e pediu ajuda. Um policial à paisana foi à empresa, também se passando por cliente e se encontrou com Romário, para a compra de um equipamento.
O policial deu voz de prisão ao suspeito após se identificar, como policial.





