A classe C já se estabeleceu como a coqueluche do mercado brasileiro. Segundo pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), 39,5 milhões de pessoas passaram a integrar o grupo do início de 2003 até maio de 2011.
Afinal quem pertence a classe C ? Cidadãos que ganham entre R$ 1.200 a R$1500 Reais.
O crescimento de 46,57% em relação ao período anterior gera oportunidades de negócios para todo tipo de empresas, que agora traçam planos para chegar a essa nova classe média. Algumas marcas, no entanto – que se posicionam como “democráticas” -, trabalhavam com a classe C, antes mesmo de ela se tornar celebridade e cresceram também graças a esse grupo de consumidores. Foi a partir da antiga “classe média baixa” que muitas expandiram seus produtos para outros públicos.
Existe a necessidade de contemplar esta tendência de mercado com empreendedorismo e inovação em todos os níveis, uma vez que se trata de um importante segmento de consumo em evolução e com desdobramento no médio e longo prazo. O grande desafio empresarial é a adaptação frente às ações do governo, que não são lineares e nem tem foco especifico, até em decorrência da nossa própria estrutura industrial. Em passado recente, por exemplo, o governo favoreceu o consumo de automóveis e eletrodomésticos, em decorrência do cenário pós-crise internacional.
Incrível estamos todos eufóricos com os números da economia e vivemos a festejar! Realmente temos que comemorar e muito, porém não podemos fechar os olhos nessa celebração e esquecermos de voltar nossos olhos para questões primordiais como a EDUCAÇÃO e SAÚDE.
Hoje somos a sexta economia mais ainda padecemos de cuidados na educação e salvar nossa saúde que ainda respira por aparelhos. Enfim precisamos olhar para questões básicas, e quem sabe agora com uma economia aparentemente mais estável todos juntos conseguiremos sim ser grandes em todos aspectos.
Silvio Fernando (Advogado especialista em direito público, direito penal e processual penal e direito eleitoral).





